
Euripedes Falcão Vieira
· Não somos bons em todas as coisas
Mas nas que somos bons
Devemos fazer o melhor!
(Setembro/1995)
· Cada país será o resultado de seus investimentos em educação!
(Junho/2004)
· Num ponto remoto da imensidão cósmica, e num tempo também remoto, a natureza escolheu um pequeno planeta e nele esculpiu montanhas e vales, florestas e campinas, extensos rios e oceanos profundos. Encantada com sua obra, a natureza a animou com uma das forças primordiais do universo: a vida. Sintamo-nos, pois, recompensados por termos nascido e nos tornado parte da existência viva, e erguido, com trabalho inaudito, o sucesso da civilização!
(Dezembro/2005)
· Em que era entramos? A dos números ou da incerteza? Os números estão ao nosso redor, dominando-nos e marcando nossos eventos. A incerteza nos conduz ao tempo sem limites, o indefinido da vida. Ah, os números são a própria incerteza!
(Janeiro/2006)
· Mundos diferentes
Idéias e valores diferentes
Conceitos e razões diferentes
Padrões éticos diferentes
É a diferença na vida!
(Novembro/1995)
· Eu refletia às margens do grande rio; também, extasiava-me com sua majestade, grandeza e força. Senti, de repente, alguém a meu lado; voltei-me e o vi fitar-me como que a comparar nossas diferenças. Olhou para o rio e perquiriu-me: sabe o nome dele? Respondi que havia aprendido há muitos anos. Evocativo disse: tem o nome do meu povo; e foi-se, lentamente, até desaparecer numa entrada do cerradão. Fiquei com a indagação de que havia aparecido só para me dizer que era o último dos tocantins!
(Março/2001)
· A alta tecnologia contraiu o tempo-espaço. As distâncias não contam mais. São pontos virtuais, subjetividades lógicas no ciberespaço!
(Maio/2003)
· A ciência é o grande portal do futuro; sem ela teríamos uma cansativa repetição do presente!
(Maio/2003)
· Na minha infância costumava cavalgar pela Estrada da Roça Velha. Havia algo de nostálgico a me fascinar naquela remota estrada. Ela ligava o Povo Novo, vila onde nasci e me criei com os campos que se estendiam até às margens do Canal São Gonçalo. Lá, pioneiros açorianos se moviam em torno de suas fazendas e roças. Sentia-me, estranhamente, num passado sem datas, com pessoas antigas e de costumes atávicos. Uma linha de existência me ligava aos personagens de uma das famílias isoladas na rude solidão daqueles campos. Hoje, fico a pensar: de alguma forma sou um deles, um elo de vida que se desdobrou no tempo, o tempo das vidas sucessivas!
(Março/2008)
· O mundo dos próximos futuros será dominado pela incerteza, a inquietude e uma profunda disfunção social. Nada será previsível, nada será duradouro; tudo caminhará em processo de mudança e inovação. As estruturas cognitivas avançarão em velocidades desiguais. Ah, mais desigualdades!
(Janeiro/2007)
· Oscar Niemeyer escreveu um pensamento que compartilho: “gosto da solidão. Gosto de ficar sozinho a pensar na vida, neste universo imenso que nos encanta e humilha. De sentir a fragilidade das coisas e a nossa própria insignificância”. Como realmente as coisas são frágeis e as significações insignificantes, mas nem sempre nos damos conta disso!
(Outubro/2008)
· Admiro a sedução. Esse encantamento misterioso que há nos objetos e nas pessoas. Ela dá um sentido positivo à vida. A sedução presente na beleza, na inteligência, no brilho da palavra, enfim, na arte de viver e pensar. A sedução é um predicativo, está implícita no ser e nas coisas. Ah, a sedução do eterno feminino!
(Setembro/2007)
· De repente o mundo ficou sem utopia. Foi-se a primeira e agora a segunda. O desmoronamento de ilusões!
(Outubro/2008)