1777

Tratado de Santo Ildefonso

 

Assinado entre Portugal e Espanha para retificar as fronteiras dos dois impérios na América, cabendo aos espanhóis a posse da Colônia do Sacramento e das Missões.

 

 

 

1807

Governa Portugal

 

 

Rainha D. Maria I, tendo como Príncipe Regente seu filho D. João, desde 10 de fevereiro de 1792.

 

 

 

 

Governa o Brasil

 

 

O Vice-Rei, 7º e último do Brasil,

Dom Marcos de Noronha e Brito

(14 outubro 1806 - 22 janeiro 1808)

 

 

 

Governa o Rio Grande

 

 

O Governador

Paulo José da Silva Gama

(Foi também Governador do Maranhão)

 

 

 

O governador Paulo Gama.

                                                    

 “Este cuidou de reconstruir o que com a guerra se deixára em abandono e tudo que o vórtice dos acontecimentos fizera desaparecer, ainda que no começo da sua governanção fosse muito perturbado nos seus trabalhos pelas pretensões hespanholas: o vice-rei Sobremonte, insistia em obter como raia provisória, nas Missões, a linha  do Ibicuhy, ameaçando entrar naquelle territorio, á frente de forças: isto intimidou o vice-rei portuguez, a ponto de secretamente determinar, ao governo do Riogrande, que annuisse no que pretendia o de Buenosayres, - desastrosa concessão que não foi notificada a Sobremonte, por se achar elle a braços com os inglezes, que haviam invadido o rio da Prata.

  Poude, então, o governador voltar todos os cuidados para a gerencia dos negocios publicos.

Apressou-se em dar execução á carta regia de 14 de julho de 1802, que estabelecia no Riogrande uma Junta-de-fazenda; começou ella a funccionar a 14 de fevereiro no anno seguinte, notando-se desde logo a ordem que a instituição viera introduzir no fisco, a ponto de em breve estarem equilibradas despezas com a receita, quando, antes da chegada de Gama, esta era em muito inferior aos recursos percebidos. Auxiliado de continuo, até havia pouco, pelo real erarío, o Continente passou a viver com os seus proprios meios, chegando a Thesouraria a enviar saldos para a metropole.

  O exercito ia em tamanho descaso que nem de armas dispunha: forçoso foi armal-o provisoriamente de lanças e espadas de madeira, com a ponta e o fio endurecidos ao fogo, enquanto se reclamava providenciasse o governo central com urgencia, visto a ameaça constante em que nos tinha Castela.

  A Paulo Gama  devemos as primeiras reclamações em favor da instrucção do povo. Indicou que se creassem aulas para o ensino da leitura, da escripta e do calculo elementar, em Portoalegre , Riopardo e Riogrande, representando que, em vez de uma escola de latim, tão em voga no tempo, coubesse tambem  á Capital uma de grammatica portugueza e franceza, por ser mais conveniente que se conhecessem as regras da lingua vernacula e a da gente policiada do mundo, em lugar de uma lingua morta; assim como aconselhou a creação de uma aula de arithmetica, geometria e trigonometria, com o fundamento de que habituava o espirito a proceder com logica. Infelizmente, esses louvaveis esforços nada lograram; ainda em 1820, não existia uma só escola de primeiras-lettras em todo o territorio, porque não houve professores para reger as aulas decretadas para as freguezias, visto ser insufficiente o estipendio!

  O contrabando estragava o commercio riograndense, com sensivel perda para o fisco. Gama estabeleceu providencias acertadas, que cohibiram os abusos. (...) Os productos da industria incipiente, saidos das xarqueadas, soffriam a concurrencia victoriosa dos similares do Prata. (...) Esta situação da industria era aggravada pela vigencia de leis monopolizadoras, que prohibiam o estabelecimento de fabricas, em proveito das que existiam em Portugal.

  Grande foi o impulso progressivo recebido por todos os serviços, da boa-vontade administrativa do preclaro Gama.

 

  (...) por acto de 25 de fevereiro de 1807 foi elevado á capitania, com o nome de S. Pedro, sendo pelo mesmo decreto nomeado primeiro capitão-general D. Diogo de Souza (...)”

 

 

Fonte: Alfredo Varela. Riogrande do Sul, 1897, p.62-64.

 

 

 

Rio Grande elevado a Capitania Geral com a denominação de Capitania de São Pedro, desanexada da Capitania do Rio de Janeiro.

 

    “Dom João, por graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal e dos Algarves, daquém e de além-mar em África, Senhor de Guiné e da Conquista, navegação e comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia, etc Faço saber aos que esta minha Carta Patente virem que atendendo  que a grande distância em que fica o Rio de Janeiro a Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul, e o aumento que tem tido há anos em população, cultura e comércio, exigem pela sua importância quem possa vigiar de perto sobre os interesses dos habitantes e da Minha Real Fazenda, Sou servido desanexar este Governo da Capitania do Rio de Janeiro a que até agora era sujeito e erigi-lo em Capitania Geral com a denominação de Capitania de São Pedro, compreenderá todo o Continente ao sul da Capitania de São Paulo, e as ilhas adjacentes, e lhe ficará subordinado o Governo da Ilha de Santa Catarina. E, atendendo outrossim , as luzes, zelo e fidelidade com que o Conselheiro Dom Diogo de Sousa se empregou nos dois Governos de Moçambique e Maranhão, Sou Servido nomeá-lo Governador e Capitão-General da sobredita Capitania de São Pedro por tempo de três anos e mais que Eu fôr servido: Esperando Me continuará a servir da mesma forma na criação e Governo desta nova Capitania Geral; com o qual haverá o sôldo de quinze mil cruzados em cada um ano pago na conformidade das Minhas Reais Ordens, e gozará de tôdas as honras, poder e mando, jurisdição e alçada que tem, e de que usam os Meus Governadores e Capitães-Generais dos Domínios Ultramarinos, e do mais que por Instruções e Ordens Régias lhe fôr concedido, com subordinação sòmente ao meu Vice-Rei e Capitão-General de Mar e Terra do Estado do Brasil como a tem os mais Governadores dêles Pelo que Mando ao Governador da Capitania do Rio Grande do Sul que ora é ou a quem seu cargo servir dê posse ao dito Conselheiro Dom Diogo de Sousa do Govêrno da sobredita Capitania de S.. Pedro e a todos os Oficiais de Guerra, Justiça e Fazenda Ordeno também que lhe obedeçam e cumpram suas ordens e Mandados como a seu Governador e

Capitão-General: E êle jurará em Minha Chancelaria na forma costumada, de que se fará assento nas costas desta. E antes que parta desta Côrte Me fará Preito, Homenagem e Juramento em Minhas Reais Mãos pelo Govêrno da referida Capitania de que o apresentará Certidão de Meu Secretário de Estado. Em firmeza do referido Mandei passar a presente por Mim assinada e selada com o Sêlo Grande de Minhas Armas.

Pagou de novos direitos um conto e quinhentos mil réis que se carregarão ao Tesoureiro dêles a fôlhas cento e noventa três do livro quarto da sua receita e deu fiança no livro primeiro a fôlhas cento e trinta e sete verso a pagar do mais tempo que servir, como constou do conhecimento em forma registrado no livro setenta e cinco do Registro Geral dos mesmos Direitos a fôlhas quarenta verso. Dada na Cidade de Lisboa aos dezenove de setembro ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sete, — O Príncipe com Guarda. — Dom Fernando José de Portugal P. Por decreto de S.A.R. deo vinte e cinco de fevereiro de mil oitocentos e sete. - Felipe José Stocqueler no impedimento do Secretário a fêz escrever. — Mateus Rodrigues Viana a fêz.”

 

 

 

Fontes:

 

1. Transcrição  da Carta Patente. 19 de setembro de 1807. Livro17, fls.79 V e 80 do Arquivo Histórico do Estado. Vide  Fortes, Amyr Borges e Wagner, João B.S. ob.cit. p.30-31.

2 . Documento 691 – 25 de fevereiro de 1807 – Mafra.

Decreto do Príncipe regente D. João desanexando a capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul da capitania do Rio de Janeiro, erigindo-a em capitania-geral com a denominação de São Pedro, a qual compreenderá todo o continente ao sul da capitania de São Paulo e as ilhas adjacentes, e lhe fará subordinado o governo da ilha de Santa Catarina e nomeado para seu governador e capitão-general D. Diogo de Sousa.

Anexo: cópia e bilhete.

ArquivoHistórico Ultramarino – Rio Grande do Sul, Caixa 18, doc. 7.

Arquivo Histórico Ultramarino. Administração Central. Conselho Ultramarino. 019 ( Brasil – Rio Grande do Sul ). Caixa 11. Documento .693

3 . Cartas régias expedidas para varias capitanias do Brasil.S.t. 1765-1807

Fundo Carvalho

Administração pública do Brasil

Loc. 11,3.020 – Catálogo de Manuscritos

Fundação Biblioteca Nacional.

 

 

 

 

 

 

1807 – Em Porto Alegre

 

 

  A Câmara de Porto Alegre desenvolve intensa atividade, destacando-se nas obras públicas com os aterros e escavações na rua da Ponte – trecho da atual rua Riachuelo – onde está localizada a sede do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e a retificação da ponte da Azenha.

  Faz o controle do comércio normatizando, por Edital, a compra e venda de gêneros alimentícios de primeira necessidade na Vila, na forma de Postura. Obriga, no dia 1° de Abril, os comerciantes a controlarem seus pesos e medidas pelo Aferidor da Câmara que também expede ordem de prisão a um cidadão que anda criticando a Câmara em público ( 15 de julho), o que se repete em 3 de outubro para “ cidadão que insultou a Câmara”.

  Recebe ofício, em 7 de setembro, do governador Paulo José da Silva Gama, cedendo à Câmara, para logradouro público as duas várzeas: a da entrada do Portão e da margem do Gravataí.

  A várzea ( da entrada) do Portão é o atual Parque Farroupilha, também conhecido como Campo do Bom Fim, Campo da Redenção.

  Iniciada a construção da igreja de Nossa Senhora das Dores.

 

 

 

 

 

Um quadro global

 

 

·       Parlamento britânico vota e abole o comércio de escravos ( 23 e março e 28 de maio )

 

 

·       Nasce, em Nice, na França, Giuseppe Maria Garibaldi

 

( 04 de julho 1807 - 1882 )

 

 

 

 

 

 

 

·       Exército napoleônico, sob o comando do antigo embaixador da França em Portugal, Jean-Andoche Junot, Duque de Abrantes, invade o território português ( 04 novembro ).

 

(1771 – 1813)

 

 

 

·       Embarque, em fuga, da Família Real Portuguesa para o Brasil ( 30 de novembro )

 

 

 

 

 

·       Exército francês, com a vanguarda de Junot, ocupa a cidade de Lisboa ( 30 de novembro )

 

Ocupação francesa de Lisboa.

 

 

 

·       Nasce Joaquim Marques Lisboa, depois Almirante Tamandaré ( 19 de dezembro ).

 

(1807 – 1897)

 

 

 

·       Nasce o naturalista Jean Louis Rodolphe Agassiz ( 28 de maio ).

 

( 1807 – 1873 )

 

 

 

1817

 

·       Revolução em Pernambuco

 

 

A Revolução em Pernambuco iniciou em 6 de março. Entre as suas causas estavam o declínio do cultivo da cana-de-açúcar, a influência da Maçonaria e das idéias liberais que chegavam ao Brasil de maneira clandestina e em sociedades secretas. A decadência da região era acentuada pela permanência da família real no Brasil, deslocando o centro de decisões para o centro-sul e o conseqüente aumento de impostos com o intuito de sustentar a Corte e os gastos militares, em especial com  a Campnha da Cisplatina.

O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antonio Carlos de Andrada e Silva e do Frei Caneca Os revolucionários proclamaram a República e instalaram um governo provisório, pretendiam abolir alguns impostos, elaborar uma constituição que respeitasse as liberdades individuais e de imprensa, porém mantendo  a escravidão.

Após dois meses de luta entreas tropasportuguesas e os rebeldes, esses foram derrotados e seus líderes condenados à morte.

 

 

 

1827

 

·       Publicação do jornal “Diário de Porto Alegre”

( 1º de junho 1827 – 30º de junho de 1828. Editado em Porto Alegre na tipografia

Rio-Grandense, situada na Rua da Igreja 131, atual Rua Duque de Caxias)

 

 

 

DIÁRIO DE PORTO ALEGRE

                                                                                                                           F. Riopardense de Macedo

Olhávamos o catálogo da exposição Hipólito José Costa, belo trabalho da Biblioteca Nacional, instituição que orgulha o povo brasileiro, quando vimos, à página 104, notícia sobre c primeiro jornal baiano e à página 119 sobre o primeiro jornal paulista. Sucediam-se, assim, as notícias sobre o início da imprensa em cada unidade da Federação.
E o nosso primeiro?
Pois o seu sesquicentenário no ano seguinte -  este 1977 -— quando a 1º de junho se deverá comemorar a publicação do primeiro exemplar do “Diário de Porto Alegre” (1827-1828).
Não seria difícil, achávamos nós,  encontrar a coleção do periódico porto-alegrense que marca o sesquicentenário da imprensa gaúcha. Lá está o nosso Museu Hipólito José da Costa, instituição que nos orgulha e que devemos prestigiar corno rio-grandenses e é claro que nele deveria estar guardada a coleção do “Diário de Porto Alegre” que existia no Arquivo Histórico do Estado. Deveríamos encontrar um exemplar avulso (o de n° 91), 148 números do ano de. 1827 e 144 do ano seguinte. isto o que declara o Catálogo ao Arquivo, à época em que pertencia ao Museu Júlio de Castilhos. À coleção estaria completa, considerando semana de seis dias faltaria ‘apenas 8 exemplares à coleção do semestre de 1827 e 1 2 à do seguinte, faltas que poderiam ser atribuídas a feriados ocasion&s.
Segundo Nestor Ericksen “esta preciosa coleção, “talvez a única existente” foi generosamente doada ao Museu Júlio de Castilhos pelo senhor Alfredo  Varela” Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Cande do Sul, aquele estudioso consultou toda a coleção publicando importante trabalho em 1941 (1).
Outra informação sobre a existência desta coleção é dada em comunicação ao  III Congresso Sul-Rio-Grandense de História e Geografia feita pela escritora Rito Comes Soares. Também ela refere-se à doação de Alfredo Varela e diz que era composto de 274 números, o que significa que faltavam alguns dos citados no catálogo acima referido (6%). A autora faz um estudo dos anúncios publicados, no “Diário” em seus primeiros 98 números 35,76%). Teve pois, também ela, acesso à coleção doado pelo Estado (2).

O ÚLTIMO CONSULENTE

Embora outros estudiosos que lá consultaram a preciosa coleção pudessem ser referidos, preferimos citar a- penas o depoimento de um dos últimos que viu a coleção porque este permite fixar, com grande aproximação, a época do desaparecimento.
Compreendam ser este um dever nosso, corno responsável pelo Arquivo Histórico do Município de Porto Alegre. Sendo o sesquicentenário do Imprensa Gaúcha celebrada em função do “Diário de Porto Alegre” deveríamos, também nós, saber informar onde se encontra a maior coleção do periódico para facilitar o trabalho dos estudiosos. Evidentemente o lugar da sua permanência deveria ser, àquela época, como hoje, o Museu Hipólito José da Costa. Mas acontece que este Museu tem um  só exemplar, aquele do ano- de 1827, número 91, que se salvou porque está encadernado com outros periódicos de formato semelhante. À custa conseguimos 1 para o Arquivo Histórico de Porto Alegre, a cópia de mais quatro, que estão à disposição dos consulentes.
Mas como qualquer estudioso da história de nosso Estado, achamos necessário encontrar a coleção “Extraviada”. Conseguimos um caminho: o depoimento de um dedicado pesquisador da imprensa gaúcho que consultou grande parte dos números da coleção no Arquivo Histórico do Estado dias antes da sua transferência ao Museu Hipólito José da Costa. Acreditamos,. pelo depoimento escrito e assinado, trotar-se dos 272 números consultados em 1940 no Museu Júlio de Castilhos onde, à época, deveriam estar depositados (2)

EM TOM DE PILHÉRIA

Dizem que o chofer do caminhão que transportou as coleções de jornais do Arquivo Histórico do Estado para a sede do Museu Hipólito José da Costa era um estudiosp egresso do MOBRAL e gostava muito destas coisas antigas. Mas ninguém consegue declinar seu nome nem saber se ele vendeu ou permutou com algum intelectual carioca... E, como se sabe, a turma do MOBRAL coleciono estas coisas como o faz o colecionador de caixinhas de fósforos, sem qualquer preocupação com a- utilidade que posso ter para a cultura nacional e por isso mereceriam nesta conjuntura e nesta altura dos acontecimentos. (a menos de seis meses da efeméride) o mesmo castigo que Dostoiewski atribuiu em seu romance à velhinha avarenta.

INÚTIL ESCAMOTEAÇÃO

-                                             Contos, novelas e filmes têm apresentado como tema o drama-orglho, quase prazer mórbido em que colecionistas  ladrões de pinacotecas, museus bibliotecas são condenados a vida inteira a admirar sozinhos a peça que roubaram à visitação e uso de todos. Emagrecem, definham secam na frente da peça sem poder ‘discutir com quem quer que seja o valor guardado zelosamente. Ao morrerem os filhos, ou se tardar muito os netos, vendem a um comerciante que pode passar a preciosidade ao - estrangeiro, contrariando a lei n.o 5471 de 1968 que; por sinal, não tem por parte das autoridades qualquer tipo de fiscalização.

APELO FINAL

Não interessa saber o nome da pessoa que detém a preciosa coleção. Mesmo nós que mais temos levanta do o problema aqui no Rio Grande do Sul e no Ro de- Janeiro, tanto na Boblioteca Nacional como no Arquivo Nacional, não nos preocupamos em saber quem está com o primeiro jornal rio-grandense que este ano completa 150 anos, a 1º de junho.
Mas é certo que um dia tudo será esclarecido. No dizer de Nestor Ericksen aquela coleção seria a “única existente”, portanto, se algum dia aparecer citação daqueles periódicos além dos que atualmente se cnhece, o autor deverá explicar onde encontrou os exemplares. Não chega o dez os números cuja cópia existe em Porto Alegre (menos de 3,64%).
É melhor devolver!!!
- Faça-o, por favor, o quanto antes.
Outros também querem conhecer e estudar o coleção que- pertenceu ao Arquivo Histórico do Estado.

 

    1. ERICKSEN, Nestor — “A origem da Imprensa no Rio Grande do Sul” — in Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. n.o 81, pp 15/26.
    2. (2) SOARES, Rito Gomes — Coleção de Anúncios do Diário de Porto Alegre de 1827. In.: “Anais do Primeiro Congresso Sul-Rio-grandense de História e Geografia”, páginas 81/106.

Artigo publicado no Correio do Povo. Porto Alegre. 15 de janeiro de 1977.

 

 

1847

·       Morte de Bento Gonçalves da Silva, em Pedras Brancas (atual Guaíba).

 

( 1780 – 1847)

Autor desconhecido. Acervo Museu Júlio de Castilhos.

 

 

 

 

1857

 

·       Morte de Auguste Comte, fundador do positivismo.

 

(1798 – 1857)

 

 

 

 

Capela da Humanidade de Porto Alegre.

Av. João Pessoa, 1059.

Fotografia da década de 20.

 

 

 

 

·       Lançamento de:

 

“O Guarani” de José de Alencar.

 

“Madame Bovary” de Gustave Flaubert

 

“O Livro dos espíritos” de Allan  Kardec ( Hyppolyte Léon Denizard Rivail )

 

“Os Timbiras” de Gonçalves Dias

 

 

 

 

 

1907

 

·       Nascimento de:

 

·        Pintor Clóvis Graciano, 29 de janeiro.

 

 (1907-1988)

 

           Clóvis Graciano nasceu  em 1907 ,em Araras, no interior de São Paulo. Em 1927 ,inicia sua carreira artística, pintando tabuletas, carros e sinalizações da Estrada de Ferro Sorocabana no interior paulista.

           Pintor, desenhista, cenógrafo e ilustrador. Mudou-se para a cidade de São Paulo em 1934, sempre auto ditada, com grande interesse pelas tendências modernas , faz suas primeiras pinturas a óleo e aquarela , foi através de seu contato com Candido Portinari, que passou a freqüentar o ateliê de Waldemar da costa  e passou a cursar desenho na Escola Paulista de Belas Artes. Anos mais tarde, Graciano tornou-se membro do Grupo Santa Helena.

           Do Grupo, passara à Família Artística Paulista (da qual seria presidente em 1939) e ao Sindicato dos Artistas Plásticos, participando regularmente de suas exposições. Em 1941, realizou sua primeira exposição individual. Dedicou-se à pintura mural a partir dos anos 50. Fez também ilustrações de obras literárias, como o livro Cancioneiro da Bahia, de Dorival Caymmi (editora Martins). Realizou cenário e figurinos para espetáculos de teatro e dança.

          Desde então, participa de diversos Salões Oficiais e Coletivas, conquistando o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Belas Artes, Divisão Moderna, seguindo para a Europa em 1949 e retornando em 1951. Morreu em São Paulo em 1988, com 81 anos.

 

 

Figuras - óleo sobre tela - medindo 61 x 50 cm

assinado e datado 71 no canto inferior esquerdo

 

Músico - óleo sobre tela -medindo 65x50cm - assinado e datado 73 no canto inferior esquerdo

 

Três Músicos
65 x 50 cm
óleo sobre tela

 

 

Fontes Consultadas:

http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=14

http://www.pinturabrasileira.com/artistas.asp?cod=12

http://www.proartegaleria.com.br/biografia_det.asp?artista=Clóvis%20Graciano

 

 

 

·       Historiador Caio Prado Júnior, 11 de fevereiro

 

( 1907 – 1990)

 

·       Advogado Antônio Brochado da Rocha, 19 março

 

·       Arquiteto Oscar Niemeyer

 

 

 

 

 

 

1917

·      A Revolução Russa

 

 

A revolução Russa de 1917 foi um dos grandes acontecimentos históricos do século XX. Podemos considerá-la um marco, pois o contexto histórico e geográfico da Revolução de 1917 está intimamente ligado a três outros grandes acontecimentos que marcaram todo o século em questão: a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, esta última só vindo a terminar em 1989 com a queda do Muro de Berlim e o fim do Regime Socialista.

A Revolução de 1917, liderada por Lênin, Trotsky e Stalin derrubou o regime autocrático-Czarista de Nicolau II que se sustentava no poder pelo apoio da nobreza, do exército e da Igreja Ortodoxa.

A Rússia vivia grandes contradições internas naquele período. Era um dos países mais populosos da Europa, a maioria da população era rural, vivendo ainda em regime semi-feudal e na extrema pobreza. Havia também forte repressão aos contrários ao regime e concentração de algumas indústrias em determinadas cidades.

Com a tomada de poder dos revolucionários fundou-se a União Soviética, que perdurou até 1991, havendo muitas disputas internas por poder entre os lideres da Revolução. A ala Stalinista no comando do governo adota uma política repressiva, com perseguições aos seus antigos “camaradas”, mandando assassinar Trostky, que ao lado de Lênin era um dos líderes Bolcheviques.    

 

 

     

 

1957

 

 

·       Tratado de Roma, 25 de março

 

·       Lançamento do Sputnik, 8 de outubro.

 

 

 

·       Inicio da fabricação de automóveis Volkswagen no Brasil, produzindo 8 carros/dia. 14 de outubro.